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Mariana Stefani

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Meu nome é Mariana, tenho 32 anos e posso dizer que minha formação multidisciplinar é quase um reflexo da minha falta de foco, ou como prefiro falar, da minha paixão por artes visuais e da própria prática do aprendizado em técnicas manuais.

Meu nome é Mariana, tenho 32 anos e posso dizer que minha formação multidisciplinar é quase um reflexo da minha falta de foco, ou como prefiro falar, da minha paixão por artes visuais e da própria prática do aprendizado em técnicas manuais. Sou aprendiz do desenho desde muito pequena, como a maioria das pessoas. Comecei a praticar aos 7 anos de idade, e desde lá poucas vezes parei. Aos 16 me apaixonei por fotografia e fui buscar na cidade grande uma faculdade na área.

Nunca cheguei a exercer a profissão, mas o curso de fotografia me ajudou bastante a aprofundar o estudo de luz e sombra, que já tinha uma base do desenho e mesmo durante o curso de fotografia, posso dizer que nunca abandonei por completo o lado da ilustração, pois acabei trabalhando em agências digitais. Essa convivência com o mercado, me despertou o interesse em estudar design gráfico, curso que me ajudou a direcionar meu trabalho para a área de ilustração, onde estou me divertindo bastante atualmente.

Em paralelo a isso, venho de uma família onde quase todos trabalham com madeira e para ajudar nos negócios da família, faço design de móveis. Essa curiosidade pela técnica da marcenaria me ajudou a descobrir criadores da marcenaria tradicional, indo para o universo maker e DIY. Gosto de construir com materiais diversificados e misturar técnicas de outras áreas à marcenaria, como por exemplo, reformar móveis antigos aliado ao design gráfico, usar a criatividade e dar novas funções aos objetos de forma sustentável, reaproveitando os materiais. Essa técnica mista está muito presente no dia a dia do meu trabalho.

Na marcenaria, tenho três trabalhos que gostei muito de executar. O primeiro, o “A”, foi um trabalho de faculdade para a aula de história da arte. O objetivo era criar uma letra baseada no estilo de um movimento artístico. Usando a letra A, criei uma estampa de aviões no estilo art decó e imprimi a laser em uma estrutura de madeira.

O segundo, criei ao encontrar uma mesa de canto antiga largada no depósito da marcenaria. Para dar nova vida, lixei e pintei de uma cor diferente. A ideia era dar um novo conceito para a mesa. Como pintei ela de azul, achei interessante adicionar uma estampa de mapa mundi em sua tampa, protegido por um vidro. Foi bem legal fazer esse projeto.

Já o terceiro, foi uma adaptação de um projeto muito legal de luminária, do designer de móveis indie Igor Hatanda, do http://www.mopreza.com/. No projeto original, o Igor cria uma girafa com pedaços de madeira. Para presentear uma amiga que ama cachorros “salsicha”, adaptei o projeto e fiz uma luminária no formato da raça, com sobras de madeira, que batizamos de Amy (nome da cachorra da minha amiga).

Atualmente tenho me aventurado um pouco no estudo da linogravura e xilogravura. Já fiz alguns testes usando superfícies diferentes, como madeira, linóleo ou uma simples borracha escolar. Preciso me aprofundar mais na técnica para quem sabe mesclar ela com marcenaria.

Para mim, cada criação é um refúgio, uma ilha, onde posso focar meu pensamento e mergulhar de cabeça no projeto, fugindo dos problemas da vida. Uso meu trabalho como terapia diária e brigo para ser produtiva e manter viva a chama da curiosidade sempre.

Hoje, acredito que esse espírito curioso ajuda a me descobrir todos os dias na arte, a cada projeto novo, envolvendo marcenaria, pintura, ilustração ou design.

Um dia eu chego lá.

Para conhecer mais sobre meu trabalho, dá um pulo no meu site: mas.myportfolio.com

Para ver minhas piras diárias, me segue no instagram.com/mhstefani/